domingo, 5 de junho de 2011

Bons conselhos, bom.

Minha amada esposa está grávida, somos pais de primeira viagem, teremos em menos de tres meses nossa primeira filha. Temos recebido muitas palavras de incentivo, carinho, cuidado, e... bons conselhos. Em sua maioria, quem nos aconselham, são senhoras que são mães, algumas já avós e se empolgam ao nos ver, são pessoas que gostam de nós, melhor, nos amam.
Na igreja, no serviço e... na Internet. O que podemos fazer é agradecer a Deus, por colocar em nosso caminho anjos dele para nos guiar e nos aconselhar por onde e como andar nesse momento. Agradeço em especial minhas amigas do Twitter (as senhoras do @DominioFeminino e a @Nadiavida) pode ser que mesmo sem perceberem, elas nos auxiliaram conforme o conselho do Apóstolo Paulo, na carta esquecida de Tito

"Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina. As mulheres de idade, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem; Para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos, A serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada." Tito 2.1,3-5


Obrigado, a todas as mulheres com mais idade que nós, que nos tem aconselhado, cuidado e ensinado como nos portarmos e agirmos neste momento.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Alerta à Nação Brasileira

Leia abaixo, a posição de Paschoal Piragine Junior, Pastor da Primeira Igreja Batista de Curitiba - PR e atual Presidente da Convenção Batista Brasileira sobre a decisão do STF sobre a questão da familia e a União Estável entre homosexuais. apesar da posição do Pr Paschoal, no final ele se engana sobre o "Kit-Gay", pois, segundo o indizível ministro da "Edukassão" o kit gay será entregue às esolas até o final de 2011. http://j.mp/jcFz9Y portanto, devemos vigiar, quanto ao PL 122/06, quanto ao Kit-Gay, e toda a série de abusos que querem cometer contra nossas crianças e nossas sociedade.




Alerta à Nação Brasileira

Um dos papeis da Igreja na sociedade é ser uma consciência profética capaz de ajudar a cada ser humano (entendido como um indivíduo livre e competente diante de Deus e dos homens, vivendo em uma sociedade pluralista) a discernir valores essenciais que norteiam os relacionamentos em todas as suas dimensões.
É nesse contexto que os batistas – integrantes de uma denominação cristã que, ao longo de toda a sua história, defende a liberdade religiosa, de consciência e de expressão – se manifestam para alertar sobre os perigos que a sociedade brasileira corre diante das novas conjunturas sociais aprovadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e que estão sendo propaladas por leis que tramitam no Congresso Nacional e por ações promovidas pelo Executivo.

Assim, alertamos para o perigo:

• De construir uma sociedade em que a legalidade pode ser estabelecida pelos interesses políticos e inclinações pessoais, como ocorreu no caso da releitura contraditória feita pelo STF do artigo 226 da Constituição Federal. O artigo diz:

“Art 226 - A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.
(...)
§3o – Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.
§4o – Entende-se, também, como entidade familiar a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes.
§5o – Os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelo homem e pela mulher.

Quando uma casa que tem como principal missão defender a Constituição a rasga, corremos o perigo de viver um Estado jurídico de exceção, ao qual a nação brasileira não deseja retroceder.

• De destruir o conceito de família (que não é só cristão, mas universal e multicultural) para reconstruí-lo sob a égide somente da afetividade e não em toda a dimensão de suas funcionalidades como base da sociedade.
• De criar uma sociedade em que os valores essenciais são relativizados, pois onde tudo é relativo nada sobra para apoiar os alicerces do nosso futuro.
• De viver em uma sociedade que abandona os valores divinos revelados nas Escrituras Sagradas, pois a História, desde os tempos bíblicos, têm demonstrado que sociedades que abandonaram os valores mais elementares implodiram por perderem os seus pilares sustentadores – ainda que tenham sido, em algum momento, grandes potências no contexto universal.

Tais atitudes nada mais são do que a iniqüidade institucionalizada. Assim, conclamamos a sociedade brasileira a continuar mostrando que existem opiniões divergentes. Sem discriminação e com respeito a cada indivíduo, tais manifestações visam a defesa de valores pessoais e sociais, com integridade. Somente quando todos os segmentos da sociedade se expressam é que as forças políticas de nossa nação se sensibilizam para obviedade dos valores essenciais, como no caso recente da decisão de nossa presidente, Dilma Rousseff, ao impedir a distribuição do chamado “kit contra a homofobia ” nas escolas públicas.

Curitiba, 27 de maio de 2011

Pr. Paschoal Piragine Jr.
Presidente da Convenção Batista Brasileira.
Autorizamos a reprodução deste conteúdo única e exclusivamente se a fonte for citada como Convenção Batista Brasileira e com a inclusão do link para www.batistas.com (na internet).

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Saiba quem votou contra o seu bolso.

Veja abaixo, a lista dos deputados que são contra você, que deseja que você pague ainda mais caro pela carne, pelo feijão, pelo arroz, pelas frutas e verduras que você come todo dia. São estes os deputados que desejam criminalizar o Agro-negócio, algo que deu certo no País, e que na realidade, carrega este país nas costas, enfim, estes são os inimigos da população, inimigos de seu bolso, eles preferem madeira, de preferência, como fez o marido da Marina Silva, contrabandear a madeira.



Código Florestal: saiba quem votou contra o relatório de Aldo Rebelo

Claudia Andrade


Um total de 63 parlamentares votaram contra o texto principal do Código Florestal, que, entre outros pontos, deixava para um decreto presidencial indicar quais atividades poderiam ou não ser mantidas nas Áreas de Preservação Permanente (APPs).
Os 12 integrantes do PV votaram 'não' ao texto do relator Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Os outros votos contrários foram os seguintes:

Brizola Neto (PDT-RJ) 
Teixeira (PDT-RJ) 
Paulo Rubem Santiago (PDT-PE) 
Reguffe (PDT-DF) 
Vieira da Cunha (PDT-RS) 
Arnaldo Jordy (PPS-PA) 
Roberto Freire (PPS-SP) 
Dr. Paulo César (PR-RJ) 
Liliam Sá (PR-RJ) 
Audifax (PSB-ES) 
Glauber Braga (PSB-RJ) 
Luiza Erundina (PSB-SP) 
Deley (PSC-RJ) 
Ricardo Tripoli (PSDB-SP) 
Chico Alencar (Psol-RJ) 
Ivan Valente (Psol-SP) 
Alessandro Molon (PT-RJ) 
Amauri Teixeira (PT-BA) 
Antônio Carlos Biffi (PT-MS) 
Artur Bruno (PT-CE) 
Chico D'Angelo (PT-RJ) 
Cláudio Puty (PT-PA) 
Domingos Dutra (PT-MA) 
Dr. Rosinha (PT-PR) 
Erika Kokay (PT-DF) 
Eudes Xavier (PT-CE) 
Fátima Bezerra (PT-RN) 
Fernando Ferro (PT-PE) 
Fernando Marroni (PT-RS) 
Francisco Praciano (PT-AM) 
Henrique Fontana (PT-RS) 
Janete Rocha Pietá (PT-SP) 
Jesus Rodrigues (PT-PI) 
Jilmar Tatto (PT-SP) 
João Paulo Lima (PT-PE) 
Leonardo Monteiro (PT-MG) 
Luiz Alberto (PT-BA) 
Márcio Macêdo (PT-SE) 
Marcon (PT-RS) 
Marina Santanna (PT-GO) 
Nazareno Fonteles (PT-PI) 
Newton Lima (PT-SP) 
Padre João (PT-MG) 
Padre Ton (PT-RO) 
Paulo Pimenta (PT-RS) 
Pedro Uczai (PT-SC) 
Professora Marcivania (PT-AP) 
Rogério Carvalho (PT-SE) 
Sibá Machado (PT-AC) 
Valmir Assunção (PT-BA) 
Waldenor Pereira (PT-BA)
Votaram 'sim' ao texto do relator os deputados do PTdoB, PTC, PTB, PSL, PRTB, PRP, PRB, PP, PMN, PMDB, PHS, PCdoB e DEM
.

terça-feira, 17 de maio de 2011

O Aldo deve ser cassado?




Há alguns dias, ouve um grande debate no Twitter entre participantes da oposição ao governo PeTralha brasileiro por conta das seguintes declarações do Deputado Federal por São Paulo, Sr José Aldo Rebelo Figueiredo







De um lado, alguns defendiam que ele praticou crime ao defender o Marido de Marina Silva, outros alegavam que não era crime, e o que importava no momento era aprovar o Código Florestal, infelizmente a briga varou a noite, e respingou para muitos lados, num momento que a oposição deveria estar unida, para derrubar a PeTralhada que vem há anos tomando de assalto nosso país, está se dividindo por conta de um comunista maoísta. Perguntam-me: Você acha que o Aldo deve ser cassado? Respondo prontamente claro que sim! Não pelos motivos expostos no Twitter, mas por motivos muito piores, Aldo Rebelo é  C O M U N I S T A.


O PCDOB foi fundado em 1922, como seção brasileira da Internacional Comunista, nos anos 60, eles sentiram que a URSS não queria mais matar tanto quanto já tinha matado e resolveu desta forma se juntar ao sanguinário Mao Tse Tung, e, desta forma ser o braço brasileiro de uma ditadura mais sanguinárias da história da humanidade. O PCDOB apóia originalmente a URSS e o maldito Stalin, depois apóia MAO na china, portanto, este partido apóia ditaduras que mataram MAIS DE CEM MILHÕES DE PESSOAS. Se partidos e grupos nazistas são proibidos no mundo inteiro, partidos socialistas e comunistas deveriam com ainda mais ímpeto ser proibidos pois este mataram X vezes mais que aqueles.

Não se pode negar que o sr Aldo Rebelo é um “nacionalista”, mas, ponho-me a perguntar um que um homem que se declara e ate tem algumas atitudes nacionalistas está metido num grupo de pessoas que deseja acabar com as nações do mundo implantando o comunismo, e pior defende assassinos sanguinários, que matou mais (muito mais) que cem milhões de pessoas?

Infelizmente muitos até da chamada oposição brasileira não se choca com números tão grandiosos. O problema é que estas pessoas não se identificam com estes mortos, não tem idéia de quem sejam, aqueles mortos, eram em sua maioria, IRMÃOS MEUS, isso mesmo, eram meus irmãos, seguidores de Jesus, que simplesmente foram mortos por expressarem sua fé.

O Aldo Rebelo, apóia esta ditadura, ditadura que até hoje tem perseguido meus irmãos, ditadura que matou meus irmãos, ditadura que proibi NOS DIAS DE HOJE irmãos meus de se reunirem livremente para expressarem sua fé, ditadura que prende, mata, rouba, tira a liberdade de mais de 1 bilhão de pessoas.
O Aldo Rebelo deve ser Cassado? Claro que deve, mas não por defender um bandidinho pé-de-chinelo que fraudou contrabando de uns pedaços de pau, mas por defender algo muito pior: ditaduras sanguinárias ao redor do mundo.

sábado, 14 de maio de 2011

O Divorcio, o movimento gay e a Família.

Nestes dias, em que se discute os “direitos civis” dos homossexuais (como se algum direito estivesse sendo negado a algum brasileiro por ação do estado ou de algum grupo) muitas pessoas tem se declarado contra o movimento político gay, a PL-122/06 e em defesa da família. No dia 05 de Maio de 2011, o STF “reconheceu” que a “União estável homo-afetiva” é constitucional, quem por acaso afirme que este decisão tem por objetivo atacar a base da família, é chamado de preconceituoso, e, usa-se com exemplo a Lei do divórcio, em que à época setores da sociedade brasileira afirmava que se esta lei fosse aprovada, iria acabar com a família, e, afirmam que como se vê, a família não acabou.


Em 1977, foi aprovada a lei  nº. 6.515, que institui no Brasil o Divórcio, a lei foi de autoria do Senador Nelson Carneiro, e foi fortemente criticada por diversos setores da sociedade brasileira, entre estes a igreja, que via ali uma forma de acabar com a família. Se até então, casava-se e vivia-se com o “até que a morte os separe” e um “O que Deus uniu não separe o homem”, a partir dali, criou-se uma outra cultura, aos poucos as pessoas desvalorizaram seus cônjuges, e, chegou ao ponto de hoje, muitos jovens irem ao matrimonio, já pensando que “bem, se não der certo, nos separamos” , eu mesmo já ouvi de uma mãe, que por acaso era ‘Cristã fervorosa’, olha irmão, minha filha irá casar, se não der certo, é fácil, separa”. Esta situação, tem provocado traumas irreparáveis em milhões de crianças que crescem sem um dos pais, que quando crescem esperam apenas a pensão mensal, e assim, vai passando as gerações de adultos que não tiveram pais, e que não quer nem mesmo que seus filhos os tenham. Outro dia ouvi uma senhora que dizia “homem dá muito trabalho”, ao mesmo tempo, os homens não querem saber de se casar, afinal, para que, se “eu tenho o bônus sem precisar do ônus” infelizmente esta é a realidade de muitas famílias por conta de uma lei, que, os que criticavam estavam exagerando, eram apenas religiosos fanáticos que não sabiam viver a modernidade.

Nos últimos 120 anos, o Brasil teve ‘apenas’ 6 constituições, o que dá uma ‘vida útil’ de cerca de 20 anos para cada constituição, a pergunta que fica é: qual é a que vale? Ela vale mesmo? Nossa última constituição de 15 de Novembro de 1988, afirma lá para tantas que “ é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar”, mesmo com afirmação tão explicita, que até mesmo uma criança de seis anos que ainda está para aprender a ler consegue interpretá-la, os nossos juizes do STF “reconheceram”  unanimemente que a união estável entre cidadãos do mesmo sexo é constitucional e portanto deve ser reconhecida, respeitada e aceita como entidade familiar. Ora, isso é mais um golpe baixo que está sendo dado para acabar com a família, senão vejamos como.


Dois barbudões  poderão por exemplo adotar uma criança, a pobre criança terá então dois “pais”, crescera num ambiente de promiscuidade, sem nenhum tipo de defesa moral, não terá neste ambiente “familiar” o exemplo materno de carinho e amor, ao contrário, verá seus dois “pais” como exemplo máximo de amor e cuidado mútuo.

Dois indivíduos que nem homossexuais sejam e quiserem alcançar benesses governamentais, empréstimos ou outras facilidades da vida de casados, poderão simplesmente assinar um contrato, e se declararem  família, desvirtuando o papel e o objetivo da união familiar.


Dei dois pequenos exemplos, poderia aqui citar outros mas creio que apenas estes sirvam para ilustrar o que desejam nossos juizes com decisões tiradas da lata do lixo.


É nosso dever como lutar para que leis nefastas que atinjam a família tal qual a conhecemos não sejam aprovadas. É nosso dever, zelar por nossas famílias, para que elas não venham a ser atingidas ou abaladas. E finalmente é nosso dever pedirmos ao Senhor para que ele preserve e abençoe nossa família.




domingo, 8 de maio de 2011

JOGANDO FORA O HINÁRIO

Recebí o texto abaixo via e-mail de um grupo que sou leitor, interessante, voce ainda usa hinário? Eu, sempre que posso, uso.



JOGANDO FORA O HINÁRIO





O texto abaixo foi extraído de “Não é uma Questão de Música” (
It’s Not about the Music) de Dan Lucarini, 2010, p.149. Lucarini é um EX líder de louvor contemporâneo e seu testemunho pode ser visto em “Por que Deixei o Movimento de Música Cristã Contemporânea” (Why I Left the Contemporary Christian Music Movement).

“Em uma das igrejas onde eu conduzia o louvor, tínhamos acabado a transposição para um estilo totalmente contemporâneo em cada culto e não tínhamos usado o Hinário há meses.
Num fim de semana eu estava preparando o louvor para o culto de Domingo que incluía a observância da Ceia do Senhor... Fui levado de volta ao hinário que conservava por perto de nosso piano. O Senhor me indicou que selecionasse Near the Cross (“Ao Pé da Cruz” Cantor Cristão, 289)... Na manhã de domingo, na hora de [cada crente se] preparar [espiritualmente para] a Ceia, pedi à congregação para abrir o hinário na página do hino. Houve um breve momento de confusão; ouvi murmúrios e sussurros [muitos não estavam entendendo, talvez não tinham a menor idéia do que eu pedia]. Então eu disse à congregação: vocês sabem: o livro azul à sua frente no escaninho. Mas as luzes do auditório estavam sempre rebaixadas durante nosso tempo de culto e assim, muitos não achavam nem o livro nem a página. Pedi à equipe que aumentasse as luzes. O que aconteceu a seguir foi doce e triste, ao mesmo tempo. A luz substituiu a escuridão e cantamos com o hinário, com lindas harmonias que trouxeram lágrimas de alegria aos meus olhos e, do que pude ver, a muitos outros olhos da congregação... Não havia baterias ou guitarras para enfatizar o canto dos santos... Cada grupo de idade, independente do seu gosto ou preferência, tinha se unido numa canção em comum de arrependimento e de louvor a Jesus... Meus leitores me enviaram incontáveis exemplos de como o cantar em suas igrejas declinou após a transição para a tela [só usarem projetor e datashow]. Mais pessoas estavam de pé em volta observando e ouvindo os cantores... Um hino é muito diferente da “canção de adoração do mês”. Há o benefício de confiar na sabedoria dos homens e mulheres inspirados divinamente que, com muito cuidado, selecionaram os melhores dos melhores hinos, e montaram o hinário. Nenhum hino é perfeito, claro, mas podemos confiar na grande maioria dos hinos rigorosamente selecionados, sem a necessidade de [aflitamente] examinar cada canção e compositor... Quando jogamos fora nossos hinários, também jogamos fora as proteções divinas contra a heresia doutrinária e a chocante música mundana. Entregamos a bandeja formação [o catecismo] musical de nossas crianças à indústria de música ecumênica conduzida pelos piores modismos e luxúrias desta era atual. Já estamos atrasados para parar com esse experimento e investir novamente num bom hinário.”


Ao Pé da Cruz
Cantor Cristão, 289


Quero estar ao pé da cruz,
De onde rica fonte
Corre franca, salutar,
Do Calvário monte.

A tremer ao pé da cruz,
Graça eterna achou-me;
Matutina Estrela ali
Raios seus mandou-me.

Sempre a cruz, Jesus, meu Deus,
Queiras recordar-me;
Dela à sombra, Salvador,
Queiras abrigar-me.

Junto a cruz, ardendo em fé.
Sem temor vigio,
Pois à terra santa irei,
Salvo, além do rio.

Sim, na cruz, sim, na cruz,
Sempre me glorio,
E no fim vou descansar,
Salvo, além do rio.


Autor: Dan Lucarini
Tradução: Jeanne Rangel, 2011


sábado, 7 de maio de 2011

"Valeu a pena Esperar por você"

Os textos abaixo, servem de subsídios para a lição que estudamos na Escola Bíblica Dominical de 08/05/2011 na Sala de Adolescentes da EBD da IB V. Nova Cachoeirinha. Espero que goste. Os links originais estão colados também para consulta e em respeito aos autores.


(Lição 04) Esperando no Senhor

Jovens evangélicos falam de suas preferências e inquietações em relação ao namoro


Ela tem um visual de parar o quarteirão. É dona de um sorriso encantador, cabelos castanhos claros e olhos verdes. Após três anos de conversão ao Evangelho, essa adolescente deixou o glamour do mundo fashion e prefere os afazeres numa Igreja do Evangelho Quadrangular, no Rio Grande do Sul, onde é membro atuante e serve a Deus com o entusiasmo característico de qualquer jovem de sua idade. No mais, ela estuda, tem amigos, gosta de se divertir e curtir a família.

Mas apesar da beleza acima da média, ela é mais uma que recorre ao jargão “espero no Senhor”, para explicar sua atual situação – está sozinha, à procura de um namorado. “Eu oro todo dia e escrevo num papel o tipo de pessoa que espero”, confidencia. Mas, para os mais afoitos, vai o recado: “Tem que ser uma pessoa evangélica, claro, que esteja dentro da igreja.” Ela enumera: “E que seja sincero, honesto, humilde, compreensivo e que não queira só um namoro, mas que tenha a pretensão de, futuramente, casar.”

Muita coisa? Nem tanto. No meio evangélico, quando o assunto é namoro – e êta assuntozinho para render dentro das igrejas! –, é comum que a moçada idealize a futura cara-metade de acordo com uma série de valores, entre os quais as características puramente espirituais. Mas essa bela jovem vai mais longe: além de atender àquelas exigências, qualquer pretendente tem que passar pelo crivo dos seus pastores. A coisa lá é séria: “Quando a gente gosta de um menino, tem que conversar com o pastor. Ele pede para gente orar por três meses. Se essa atração resistir a esse período de oração e jejum, somos apresentados perante a igreja. E se um dia a gente decidir terminar o namoro, tem que comunicar ao pastor.”

Definitivamente, o namoro é algo que mexe com a cabeça dos crentes. E dos jovens em particular, já que é naquela fase da vida que as borboletas são mais coloridas e as flores, mais perfumadas. Poesia barata à parte, o folclore evangélico até já cunhou algumas pérolas sobre o namoro, como aquela de que, durante a juventude, quando as ofertas são abundantes, a garotada costuma empregar o texto do salmo 40 – “Esperei confiantemente no Senhor” –, mas que, à medida que o tempo passa e a barreira dos 30 anos se aproxima, o texto áureo passa a ser o famigerado versículo que diz “Aquele que vem a mim, de maneira nenhuma o lançarei fora”.

Orações fervorosas – Deixando as brincadeiras de lado, o assunto tem que ser tratado com a seriedade que merece. É comum que os crentes, acostumados a recorrer ao Alto em tantas situações da vida, empenhem-se em fervorosas orações para sair da solidão – ou do encalhamento, caso se queira usar termo mais pejorativo. “Creio que Deus tem uma pessoa preparada para cada um”, opina Diogo Schenferd, de 18 anos, membro da Igreja Metodista em Campinas (SP). Atualmente, ele está sozinho, mas esperançoso – afinal, conta com Deus para lhe dar uma forcinha. “Nossas orações têm que ser diretas, deixando claro o que realmente queremos”, ensina. Ele confidencia que já tem uma menina em vista: “É, tenho gostado de alguém”, despista. Claro, a decisão está na pauta de suas orações. Responsável, o rapaz tipifica o senso comum dos crentes. “O namoro deve ser levado a sério. Temos que dar um bom testemunho”, sustenta.

Juliana Machado Rodrigues, crente da Igreja Hebron, em Goiânia (GO), também está na fase da “espera em Deus”. “O Senhor tem alguém preparado para mim”, confia. No frescor de seus 19 anos, ela se dá ao luxo de fazer exigências – algumas bem detalhadas, aliás: “Quero que meu namorado seja americano, trabalhe na área de Relações Internacionais, tenha temperamento melancólico e, o mais importante, que seja um homem como Davi”, enumera. Para quem não sabe, Davi é aquele rei de Israel que matou o gigante Golias, escreveu a maioria dos salmos, conquistou diversas nações e, segundo as Escrituras, “era um homem segundo o coração do Senhor”. Juliana demonstra bastante conhecimento da Palavra, o que pode ser medido por seus modelos de homem. “Estou sem namorado, esperando o meu Isaque”, sonha, fazendo referência à passagem bíblica sobre o casamento entre o patriarca bíblico e Rebeca, uma das histórias mais românticas das Escrituras. Haja fé, hein? Mas ela reconhece que, com um currículo sentimental tão exigente, o espectro de pretendentes tende a ser igualmente restrito.

Na opinião do pastor e psicólogo Jamiel de Oliveira Lopes, ligado à Assembléia de Deus, é comum que o assunto namoro seja recorrente nas igrejas, principalmente entre a mocidade. “O jovem passa por um processo de mudanças físicas e psíquicas que interferem nas suas decisões e escolhas”. Tal sentimento é natural – fortemente baseada na importância da família, a teologia protestante valoriza os relacionamentos pessoais. Desde a Escola Dominical infantil, a meninada aprende que bom, mesmo, é casar e ter uma família abençoada. E, mal entrando na puberdade, já começam a olhar as irmãzinhas e irmãozinhos com outros olhos.

Por Ester Carolina Pereira, Marcelo Santos e Marcos Stefano

Fonte: Revista Eclésia (on-line)

Fé comum – No caso dos moços e moças crentes, um quesito parece fundamental – a fé comum é o amálgama decisivo nos relacionamentos. É claro que existem uma série de outras preferências (ver quadro), mas, definitivamente, ser ou não evangélico é característica decisiva nas escolhas. “Namorado ímpio, nem pensar”, decreta Cleonice Aparecida da Silva, 22 anos, da Igreja do Evangelho Quadrangular. “Quero que meu namorado seja de oração e goste das programações da igreja”, avisa. No seu caso, o impedimento espiritual não é questão puramente teórica – ela já teve um namorado de fora do arraial e não gostou da experiência. A diferença de gostos e prioridades acabou com a relação. “Como não era evangélico, ele não entendia por que eu me recusava a ir em determinados lugares”, lembra. “Mas eu gostava dele.” Hoje, escaldada, Cleonice só admite partilhar o coração com um irmão na fé.

Também há aqueles que, embora disponíveis e interessados no sexo oposto, preferem permanecer sempre sozinhos a ir buscar um amor fora da igreja. É o caso de Ricardo Ferreira Sebastião, de 24 anos, membro da Igreja do Evangelho Quadrangular da Penha, em São Paulo. Apesar da fama de bom moço que conquistou na comunidade, Ricardo nunca namorou. “Já houve oportunidade de namorar meninas que não eram crentes, mas eu preferi não”, conta, fazendo valer seu zelo espiritual. Sua lista de itens não é lá tão extensa – “que tenha a mesma fé e, de preferência, que trabalhe na obra de Deus e estude” –, mas até agora, nenhuma peixinha caiu em sua rede. Para ele, a timidez, traço comum de sua adolescência, atrapalhou um pouco. Hoje, contudo, Ricardo não se furta de ir à luta: “Se precisar dar em cima, eu dou. Perdi o medo de levar um fora”, conta. Apesar de dizer-se confiante em preencher esta lacuna de sua vida com alguém que creia nas mesmas coisas que ele, o rapaz confessa que a solidão lhe traz melancolia: “Incomoda, sabe? Às vezes, a gente se sente carente, querendo conversar com alguém. Tem certos momentos que dá até vontade de chorar”, desabafa.

Para o pastor Carlos Alberto Gomes de Mello, da Igreja Presbiteriana de Boa Viagem, em Recife (PE), é necessário estar atento à voz divina na hora da escolha. “Deus fala através de nosso interior, com o Espírito Santo. Fala também através de nossos pais, através das circunstâncias e, até mesmo, por conselheiros”, explica. Conselheiro de jovens, Carlos Alberto reprova o namoro de um crente com pessoa que não compartilhe a mesma fé. “Aconselhei uma jovem que estava namorando um rapaz que não-evangélico. Ela entendeu que seu namoro não era da vontade de Deus e resolveu terminar. Hoje, é casada com um pastor consagrado e líder na sua região”, conta.

Para estimular a fé da rapaziada, ele costuma dar seu testemunho pessoal. “Desde minha conversão, passei a orar por uma esposa. Aprendi que precisaria orar e buscar diretamente de Deus, já que está escrito: ‘Do Senhor vem a esposa prudente’.” Acabou encontrando a cara-metade em Caruaru, interior pernambucano. E veio do jeitinho que ele queria: “Era estudante de odontologia e possuía pés bonitos”, lembra o pastor, sem esconder o sorriso.

Profetada – Esperar pelo escolhido de Deus, aquele que, acredita-se, mais cedo ou mais tarde será colocado pelo Senhor no caminho de quem espera com fé, ou sair à caça de alguém, é um dilema que atormenta muita gente. O pior é quando entra no meio uma profecia, coisa mais comum nos meios pentecostais, mas que nem sempre é a garantia de um final feliz. A jovem Jaqueline Patrícia Guimarães da Silva, de 19 anos, tem, como qualquer outra garota, uma listinha de características de seu pretendente. “Sonho com um rapaz negro, alto, forte e careca”, confessa. “E com um sorriso maravilhoso”, acrescenta, com uma boa risada. Mas o bom humor acaba quando indagada se encontrará o que procura. “Acho difícil. Uma irmã abriu a Bíblia, leu uma passagem e depois profetizou que meu preparado seria um rapaz branco”, conta ela, que é membro da Assembléia de Deus.

“Tenho muito medo desse tipo de coisa, é preciso cuidado. Profecia sem amor, não dá”, declara o pastor de Jaqueline, Edmar de Oliveira. Apesar de crer que Deus fala diretamente através de homens em nossos dias, ele admite que, por causa da emoção e empolgação que caracterizam muitas situações, é fundamental buscar a confirmação e ter a certeza da vontade de Deus em tudo – inclusive na escolha do namorado. Mas boa parte dos evangélicos, mesmo aqueles ligados a igrejas mais pentecostais, estão cada vez mais cautelosos com supostas revelações divinas. Nunca é demais alertar que relatos de profetadas – mensagens sobrenaturais indicando que fulano vai se casar com beltrana, que em casos mais estapafúrdios envolvem até pessoas já casadas – existem aos montes por aí.

A verdade é que, se a intenção declarada é quase sempre a mesma – conhecer alguém para, quem sabe, casar um dia –, nem sempre os interesses de ambos os lados coincidem. Rapazes e garotas costumam ter prioridades diferentes (ver abaixo...). Para Lisa Groves, missionária do Serviço para a Evangelização da América Latina (Sepal) acostumada a trabalhar entre jovens, os rapazes são mais saídos e geralmente buscam contato físico no namoro, enquanto as moças preferem preencher as próprias carências afetivas. “O menino espera beijos e abraços. Essa é uma maneira de provar sua masculinidade e, às vezes, a diversão deixa de ser inocente e começa a procurar envolvimento sexual”, adverte. Já as moças, às vezes, querem um namorado para arranjar prestígio entre as amigas da igreja. “O menino, em muitos casos, torna-se uma espécie de troféu.” Mas a tendência, segundo ela, é que tais concepções tendem a mudar. “À medida que amadurece, o jovem crente parte com mais seriedade em direção ao casamento.”

"Normalmente o adolescente busca algo num relacionamento. O rapaz quer intimidade física e a garota, segurança emocional”, concorda o pastor Jaime Kemp, presidente do Ministério Lar Cristão. “O namoro acaba suprindo essas necessidades dos dois lados e garantindo o status social que a pessoa precisa nessa idade, para firmar-se socialmente.” Segundo ele, é necessário que exista diferença entre os relacionamentos dos jovens evangélicos e dos comuns. “Infelizmente, essa diferença é cada vez menos perceptível”, lamenta. Especialista em família e juventude cristã, Kemp defende práticas que tradicionalmente devam fazer parte de um namoro de dois crentes, como os hábitos devocionais de leitura da Bíblia e oração – além, é claro, de limites no contato físico, fidelidade ao parceiro e a Cristo. “A liberalidade invadiu de vez a Igreja, principalmente com a onda do ficar”, critica.


Essa história de "ficar" – ter um envolvimento amoroso brevíssimo com uma pessoa, às vezes num só encontro, sem compromisso e caracterizado pelo intenso contato físico –, diz ele, surgiu nos Estados Unidos e chegou ao Brasil por volta de 1986, entrando nas escolas e se tornando uma verdadeira febre entre a juventude. “É claro que comportamentos como este vão contra a vontade de Deus, pois são acompanhados de falta de compromisso e responsabilidade, mas são comuns mesmo entre crentes.” Com toda sua vivência ministerial – além da experiência de ter criado três filhas –, o pastor não recomenda namoro cedo demais. Claro que isso não é uma regra fixa, mas apenas tese: “Cada pessoa tem seu tempo para amadurecer, mas em geral, o rapaz não tem condições de assumir um compromisso sério antes dos 18 e a menina antes dos 16”, indica. Kemp não teme parecer conservador: “Cabe aos pais evangélicos orientar e estabelecer limites, sempre buscando o diálogo com os filhos.”

“Pessoa certa” – No dia-a-dia das igrejas, é mais fácil ver mulheres do que homens a perigo. Preconceitos à parte, é certo que é sobre elas que recai o maior ônus de solidão. É uma evidência aritmética – pesquisas dão conta de que, de cada 10 crentes, sete são mulheres.

Mas Ari Pinheiro dos Santos, obreiro da Igreja Universal Assembléia dos Santos, é um exemplo de que o contrário também pode acontecer. Aos 42 anos, ele ainda continua esperando sua varoa – ou costela, para usar termos prosaicos do já citado folclore evangélico. Tímido – característica marcante em sua personalidade –, ele acha que o fato de ainda não ter uma condição financeira estável atrapalha o surgimento de oportunidades. Ele prefere a explicação genérica: “Ainda não encontrei a pessoa certa. Alguém que me atraia e que, ao mesmo tempo, corresponda comigo”, diz, com ar sonhador. Se por um lado ele descartou algumas pretendentes, em outras situações também foi preterido pelas moças.

Ari confessa que, algumas vezes, fica ansioso sobre este assunto: “Já cheguei a ficar fraco na fé. Pensei até em procurar moças não-crentes que me davam bola e tentar traze-las para a igreja. Depois vi que era besteira.” Mas continuar solteiro? “Nem pensar. Estou orando e esperando no Senhor”, salienta. No seu caso, a busca sentimental também tem objetivos bem espirituais. “O duro é que quero ser mais útil na obra do Senhor, mas para assumir uma responsabilidade maior na igreja é preciso ser casado”, lamenta. E, pelo que ele diz, não dá para marcar bobeira. “Quando tem uma menina sozinha, já chega a concorrência”, reclama.

Na outra ponta, as mulheres, sobretudo aquelas mais maduras, reclamam da falta de homens nas igrejas, ainda mais se já descontados os comprometidos. Afinal, são mesmo elas que encontram mais dificuldades em arranjar companheiro. Janice Cardoso, uma paulistana de 33 anos, vive um bom momento profissional. Trabalha no setor administrativo de uma multinacional do setor farmacêutico e é membro atuante da Igreja Betesda, denominação avivada de São Paulo. A vida devocional também vai bem. Entre outros afazeres eclesiásticos, ela atua como professora de crianças. Só que – ai, ai! –a parte sentimental ainda deixa a desejar. “Até agora, não encontrei a pessoa certa”, sintetiza. Janice diz que sua igreja não foge à regra – lá, há muitas jovens e mulheres adultas sem namorado.

Bastante simpática, ela foge ao estereótipo de encalhada. E, ao contrário de muitas amigas da igreja, não se mostra ansiosa ou preocupada com a situação. “Sei que Deus tem uma pessoa preparada para mim”. Mesmo sozinha, ela costuma ser procurada para aconselhamentos sentimentais. “Não sei, acho que é um dom de Deus”, acredita. Sua receita é simples: “Costumo dizer para as pessoas se ocuparem com outras, coisas como o trabalho e a leitura da Bíblia. E acima de tudo, colocar o foco de sua vida no Senhor”. Ela reconhece que falta, nas igrejas em geral, orientação correta para os jovens nessa área. “Também já fiquei abatida. Não é fácil ver suas amigas começarem a namorar e você, sozinha, ficar pensando que é uma sonhadora.” Pelo sim, pelo não, Janice diz que não pretende diminuir seus padrões para o futuro companheiro. “A aparência física não é tão importante, mas quero uma pessoa que tenha compromisso com Deus, acima de tudo”, sentencia. No entanto, ela não escapa das brincadeiras das primas e das tias. “Detesto quando ficam dizendo que vou ficar para titia”, reclama.


Outra que não admite reduzir seu padrão de qualidade mesmo diante do inexorável passar dos anos é a missionária batista Silvana Anunciação da Silva. Aos 18 anos de idade, após um seminário, ela decidiu que não namoraria mais “qualquer pessoa”, e sim, que iria esperar no Senhor. Treze anos se passaram e hoje, aos 31, ela está à frente da Escola de Missões Estratégicas da agência Jovens com Uma Missão, a Jocum, em Curitiba (PR). O namorado? Bem, ela continua esperando. Mas firme num propósito: “Compromissos como o namoro e o casamento não podem ser um fim em si mesmos. Devem servir no cumprimento da obra para abençoar outras pessoas”, pontifica. Isso não quer dizer que Silvana não queira mais saber de um companheiro – mas ela se diz feliz e sem pressa: . “Aprendi que minha felicidade não dependia de meu estado civil. Prefiro esperar no Senhor e não trocar o melhor dele por algo muito bom que eu arrume”, afirma, convicta.

Ocorre que a moça não abre mão de um rapaz que tenha características parecidas com as suas, inclusive no aspecto ministerial, ou seja, o amor por missões. Silvana está se preparando para atuar como obreira cristã no mundo muçulmano e quer alguém que possa acompanhá-la. Para a missionária, a entrega a Deus deve ser total, aí incluídos o corpo, os pensamentos e as emoções. “Tive de reprogramar a minha mente e evitar fantasias românticas que venham a comprometer um futuro relacionamento”, acrescenta. Silvana, no entanto, faz críticas à abordagem da Igreja nesta área. “Em geral, as igrejas ensinam muito sobre o que não se deve fazer em termos de namoro, e não, a como se comportar e encarar um compromisso e um casamento. Não me admira haver tanta gente frustrada e tantos casamentos desfeitos dentro das congregações”, conclui.

Amor a bordo – Já uma colega de Silvana, a missionária brasileira Mary Lou Scammell, de 26 anos – brasileira, apesar do nome –, encontrou, enfim, seu príncipe encantado. E o melhor de tudo – missionário também! É claro que antes, teve que ter muita paciência. Com 17 anos, ela deixou a companhia dos pais e, sozinha, foi fazer o curso teórico básico da Jocum na Alemanha. De lá, rumou para um estágio na Palestina e acabou indo trabalhar no navio da missão, o Anastasis. “Fiz um propósito com Deus e entreguei meu destino nas mãos dele. Renunciei ao meu direito de casar e ter uma família”, conta ela, acrescentando que só se casaria com alguém que tivesse a mesma chamada que a sua.

Não foi tão fácil. “No exterior, às vezes sentia-me sozinha ou ficava com saudades de casa”, confessa. Mesmo assim, ela não permaneceu firme no seu propósito de não compartilhar a vida com qualquer um. Quando já estava conformada com a perspectiva de ser mais uma veterana e solteirona missionária, Mary Lou começou a ter uma amizade mais forte com um colega de navio, o norte-americano Mattyew. O clima pintou num cenário inusitado – o litoral africano. ‘Estávamos fazendo alguns trabalhos de evangelismo e começamos a notar que tínhamos uma série de afinidades”, conta ela.

Mas havia ainda mais uma prova. “Só queria namorar se ele fosse se tornar meu futuro marido!” Convenhamos que, na sua situação, isso poderia soar arriscado, mas o final da história foi feliz. Mattyew pensava do mesmo jeito. E o mais curioso – ele também tinha sua listinha! “Ele queria uma moça crente, atraente, com senso de humor e, acima de tudo, desapegada dos bens materiais. Exatamente como eu sou”, assume a bem humorada Mary Lou. Casados há quatro anos, eles trabalham em tempo integral na Jocum, nas áreas de louvor missões e ensino religioso. Nas suas aulas, Mattyew e Mary Lou estimulam outros jovens a conhecer bem a pessoa pretendida antes de iniciar o relacionamento e sempre ouvir a voz do Senhor. “Se a gente fizer isso, e entrar num namoro sempre com a mentalidade de compartilhar, não há como fracassar”, ensina.

Clicadas sentimentais – Se os famosos olhos no olhos e toque de mãos continuam sendo ingredientes infalíveis na hora de fazer a pergunta decisiva – “Quer namorar comigo?” –, tem gente que, nestes tempos pós-modernos, recorrem à tecnologia para selecionar pretendentes. E, acredite – a coisa pode dar certo, embora os relatos em contrário sejam bem mais comuns. Ricardo Fredy Araújo, 20 anos, membro da Igreja Batista, e Daniele Soier Liveira, 19, crente assembleiana, conheceram-se numa sala de bate-papo crente on-line (ver quadro). Foi amor à primeira vista – ou melhor, ao primeiro clique. “Ela entrou com o nick (apelido na sala de bate-papo) ‘Amiguinha Dani’. Comecei a paquerá-la, mas, ela não me dava bola. Foi ai que me interessei”, lembra Ricardo.

Após dois anos (!) de muita conversa na web, os dois decidiram firmar o namoro virtual. “Difícil foi aturar as gozações do pessoal da igreja. Diziam que eu iria passear com uma CPU e beijar um monitor”, lembra o rapaz, divertido. O passo seguinte foi aquele crucial: conhecer-se pessoalmente. “Foi muito difícil”, reconhece Fredy. “Apesar de confiante, não sabia qual seria a reação dela ao me ver pela primeira vez. Não parava de tremer”. Daniela também enfrentou a desconfiança familiar. “Minha mãe achava que era brincadeira minha e só acreditou quando ele apareceu na igreja”, lembra. Até hoje, o namoro segue firme.

Nove dicas para desencalhar

Arranjar um namorado, ou namorada, na igreja, não é tarefa das mais penosas. Claro que há algumas dificuldades – timidez excessiva, imaturidade, excesso de concorrência etc –, mas a fé comum, no caso de pretendentes e pretendidos, costuma abrir as portas dos corações. Mas se você anda à procura de uma cara-metade e acha que a coisa está difícil, preste atenção a estas dicas:

ELA PROCURA UM GAROTO QUE:

  1. Evite ser um mala, do tipo que pega no pé. Se você gosta de alguém, demonstre isso, mas não seja excessivamente oferecido. Se a outra parte achá-lo inconveniente, pode dizer adeus.
  2. Ao terminar o culto, não vá embora correndo. É naqueles happy hours gospel, tanto na cantina da igreja como na lanchonete da esquina, que as coisas costumam acontecer. O papo rola mais fácil entre um hambúrguer e um guaraná. Mas nada de sumir na hora da pregação!
  3. Respeitando as posturas de sua igreja quanto a usos e costumes, procure melhorar sua estampa. Não precisa gastar fortunas em roupas de grife – basta uma caprichada. No caso dos rapazes, atenção com as peças descombinadas, tipo camisa xadrez e calça listrada. Elas acham isso um crime! E, para as garotas, adereços discretos, como bijuterias elegantes e maquiagem simples, costumam fazer milagres.
  4. Não perca os retiros. O clima, nessas ocasiões, é dos mais favoráveis.
  5. Limpeza e cuidados com a higiene pessoal são fundamentais para os dois sexos. Desleixo é imperdoável e reduzem suas chances a praticamente zero.
  6. Ninguém deve cometer o absurdo de usar os ministérios da igreja para aparecer, mas se você se destacar de alguma maneira na comunidade, vai aumentar consideravelmente suas chances. Participar do grupo de louvor é um excelente caminho.
  7. Procure observar as características espirituais de seu alvo. Se a pessoa for daquelas mais chegadas a reuniões de oração, consagrações, vigílias e jejuns, aí, meu amigo ou minha amiga, não tem jeito – você vai ter que se enquadrar e tentar acompanhar o ritmo. Mesmo se o namoro não pintar, você sai ganhando: terá colocado a vida espiritual em dia.
  8. Fique de olho na família da pessoa paquerada. Seja sempre atencioso, mesmo com aqueles irmãos menores que insistem em ficar por perto quando tudo o que você quer é estar a sós com ele ou ela. A mãe, e quem sabe futura sogra, também é estratégica – se você conseguir convencê-la de que é uma pessoa responsável e temente a Deus, já terá meio caminho andado. O indicador de aceitação costuma ser o convite para um almoço de domingo. Mas cuidado: mesmo que lhe sirvam jiló ensopado, faça a melhor das caras!
  9. Finalmente, peça a Deus que lhe dê orientação e que cumpra sua vontade nesta área de sua vida. Afinal, ele o ama e quer o melhor para você.
ELE PROCURA UMA GAROTA QUE:
  • Seja bonita
  • Seja “na dela”, isto é, discreta
  • Seja crente
  • Não seja muito agarrada em pai e mãe
  • Estude. Mas não precisa estar trabalhando
  • Goste de cinema e videogame
  • Admire-o pelo que faz na igreja
  • Não fale em casamento logo de cara
  • Seja crente
  • Não precisa ser tão bonito. Simpatia basta
  • Exerça algum ministério na igreja
  • Não seja muito “rodado”, isto é, namorador
  • Estude, trabalhe e, de preferência, tenha carro
  • Seja inteligente e possua um bom papo
  • Tenha bom relacionamento com os pais dele
  • Admita logo a possibilidade de casar